AppCoins Wallet
Desenhar os três segundos a seguir a alguém gastar dinheiro a sério.
Na Google Play ↗A entrada da wallet prioriza clareza e próximos passos, reduzindo a carga cognitiva desde a primeira interação.
Carregas em confirmar. O ecrã carrega. Funcionou?
Essa pergunta — feita por um jogador, a meio do jogo, segundos depois de gastar dinheiro real — era o problema todo do produto. A transação quase sempre passava. Mas a confirmação não mostrava valor, a recompensa aparecia noutro sítio mais tarde (ou aparentemente nunca), e o saldo mudava sem explicação.
Ao contrário de uma ferramenta B2B, não há chamada de onboarding nem segunda oportunidade: um consumidor que duvida de um pagamento simplesmente não faz outro. A wallet corria sobre rails de cripto, mas isso era irrelevante para os utilizadores — o que compravam era certeza, e a interface não a vendia. Cada momento ambíguo treinava-os para esperar falhas, mesmo quando tudo funcionava.

O onboarding vende o que a wallet faz por ti. A palavra "blockchain" nunca aparece.
Tornar óbvias as ações certas.
Não estava a tentar explicar como o sistema funciona. Estava a tentar tornar o passo seguinte óbvio e cada estado legível num relance.
Terminologia de blockchain removida por completo do fluxo principal. Os utilizadores veem o que pagaram e o que receberam. Como foi processado é problema meu, não deles.
Cada ecrã desenhado para a próxima ação, não para documentar o estado atual. O progresso gera confiança mais depressa do que a explicação.
Ecrãs de pagamento reduzidos ao essencial: valor, bónus, confirmar. Menos escolhas, decisões mais rápidas, menos dúvida.
A carregar, a processar, sucesso e falha ganharam visuais distintos com etiquetas em linguagem simples. Os utilizadores deixaram de assumir o pior.
Uma linguagem de componentes partilhada por todas as apps integradas eliminou o momento "isto é verdadeiro?" ao mudar de contexto.
Onde a confiança se ganha ou se perde.
Preço, bónus, códigos promocionais, recompensas — a experiência original punha tudo à frente do utilizador de uma vez e pedia-lhe que calculasse o valor sozinho. Não calculavam. Hesitavam. E a hesitação virava abandono.
- Discriminação clara do valor antes da confirmação — preço, bónus e recompensas juntos, calculados pelo sistema.
- Uma só ação primária: compra num toque. Tudo o resto saiu do caminho crítico.
- Recompensas integradas no momento do pagamento, não descobertas à parte, depois.
- A confirmação pós-compra mostra o que recebeste — não apenas que a transação terminou.



Os utilizadores ganhavam recompensas em cada compra. A maioria não sabia.
O sistema de recompensas existia — códigos, campanhas, bónus de referência — mas não tinha centro de gravidade. Os utilizadores encontravam recompensas por acaso ou nunca. Redesenhámo-las como um modelo de progressão: um lugar, progresso visível, objetivos claros.
- Todos os pontos de entrada centralizados num só hub — um lugar para perceber o teu estado.
- Progressão tornada visível: gastar → desbloquear → crescer. Os utilizadores viam para onde iam.
- Urgência nas promoções ativas com estados ao vivo e expiração clara.
- Referências promovidas de item enterrado num menu a mecânica de crescimento de primeira linha.

Um hub, progresso visível, objetivos claros. As pessoas voltam só para o ver.
Os utilizadores não avaliam wallets. Avaliam momentos.
O ecrã de confirmação de compra não é só um recibo — é onde a confiança se ganha ou se perde. Desenha para esse momento, e o sistema inteiro beneficia.
O que este projeto me ensinou.
Os utilizadores escolheram wallets que entendiam em vez de wallets com mais features. Quando o sistema comunicava com clareza, a conversão seguia.
As primeiras transações tinham influência desproporcional na retenção. Uma primeira experiência confiante criava o padrão que os utilizadores repetiam.
Reduzir o fluxo ao essencial pareceu um sacrifício na altura. Não era. As pessoas avançavam mais depressa, duvidavam menos, voltavam mais.
