StoryPath
Uma app que faz os monumentos falar quando chegas.
Ao vivo — visita storypath.pt ↗Três produtos, um objetivo: deixar a vila falar.
Desenhei e construí três produtos que funcionam como um: uma app 3D para visitantes, um dashboard para a câmara, e um map builder que segura tudo. Se alguma parte parecer tecnologia, falhei.
Património rico, experiência pobre.
Entra em qualquer posto de turismo e recebes o mesmo: um mapa de papel e uma pilha de folhetos. Dizem-te onde as coisas estão, nunca porque importam. Se não falas a língua, recebes ainda menos.
Atrás do balcão é pior. A vila não tem ferramentas para gerir nada disto, não tem dados sobre o que os visitantes realmente fazem, nem forma prática de criar um percurso e publicá-lo. Os turistas passam duas horas, tiram fotos e vão-se embora. A economia local mal dá por eles.

Então construí três coisas.
A App
A app faz quase nada, de propósito. Não há nada para instalar: lês um código QR e estás dentro do percurso, direto no browser. Caminhas; perto de um monumento o telemóvel vibra e a história começa. Sem conta, sem tutorial, sem app store.
Map Builder
Os mapas normais otimizam para chegar de A a B o mais depressa possível. O património quer o contrário — quer que deambules. Esse conflito é a razão por que construí a ferramenta de mapas de raiz em vez de alugar uma.
As vilas modelam as ruas em 3D, colocam monumentos, associam histórias, desenham percursos. Sem código, sem fatura de fornecedor de mapas, sem licenças por tile — e a vila é dona do resultado, editando-o à medida que o lugar muda.
Colocar um ponto, associar uma história, publicar. Um administrador nunca devia precisar de um manual — nem de um programador.
A profundidade convida à exploração. Os visitantes seguem o interesse visual e descobrem monumentos que nunca procuraram.
Sem fatura de mapas, sem lock-in. O património do município continua a ser do município.
O mapa 3D de Vila Viçosa, ao vivo — arrasta para explorar. Isto é o produto real, embebido.
Dashboard Municipal
Onde a vila comanda: percursos, histórias, atualizações, números de visitantes. O meu teste para cada ecrã era simples: se precisa de manual, refaz-se.
Aproxima-te. A história acorda.
Um código QR ao início, e é a última vez que procuras alguma coisa. A partir daí, sem listas para vasculhar, sem ecrã para fixar: ao aproximares-te de um monumento, o telemóvel vibra e a história desbloqueia. A tecnologia fica no bolso e é o lugar que fala.
Cada desbloqueio é uma pequena recompensa que puxa o visitante para o próximo. A exploração torna-se a interface: é a vila, não a app, que decide o que acontece a seguir.
O gatilho é a chegada. Ao visitante só se pede que caminhe.
O WiFi é pouco fiável em zonas históricas, por isso a PWA guarda tudo à entrada. Depois do QR, o desbloqueio nunca depende de sinal.
O nome do hotel na porta. StoryPath por baixo.
Os hotéis oferecem o StoryPath aos hóspedes com a sua própria marca: as suas cores, o seu nome, o seu tom. Por baixo, o mapa e as histórias continuam a vir do património da vila.
O hotel ganha algo que nenhum concorrente tem, a vila ganha distribuição, o hóspede ganha as histórias. Ninguém precisa de saber que o StoryPath existe.
Zero fricção. Ler o QR, caminhar, e deixar a tecnologia recuar para a história aparecer.
O mapa não otimiza para orientação — otimiza para desejo. Os visitantes seguem a profundidade visual sem dar por isso, descobrindo monumentos organicamente.
Nada de pins rasos num tile de mapa. Cada marco existe como modelo 3D real, para que reconhecê-lo no mapa saiba a reconhecê-lo na rua. Esta é a fonte da praça da vila — pega-lhe.
Piloto em Vila Viçosa, ao vivo desde junho de 2026.
Um piloto de quatro meses: uma vila, zero orçamento de publicidade. Tinha de provar uma coisa — que as pessoas iam mesmo usar. Os números abaixo são ao vivo, e cerca de um em cada dois percursos iniciados é concluído.
Lições que moldaram o produto.
As pessoas preparavam-se para mais uma app complicada e receberam quase nada para aprender. Essa surpresa fez o nosso marketing por nós.
As pessoas deambularam porque o mapa 3D lhes deu curiosidade, não porque uma lista mandou.
O WiFi numa vila medieval murada é o que se imagina. Tudo funciona sem ele.
Narrativas de três minutos mantiveram as pessoas a ouvir com o telemóvel no bolso. Datas e dimensões nunca conseguiram isso.
Se o visitante repara na app, falhei.
Essa regra decidiu quase tudo. Matou features de que eu gostava, cortou ecrãs que já tinha desenhado, e resolveu todas as discussões sobre acrescentar "só mais uma coisa". O visitante fica com a vila. O administrador fica com uma ferramenta sem manual. O hotel fica com o nome dele na porta.






